de que foges?
de quem foges?
na razão quimérica de haver estrelas quando a noite
se entretece de luz que não há
sinto a vibração alada duma presença que não conheço
terei de partir com as mãos gastas
pela secura da ausência e da triste rematação
dos dias com o nastro da minha espera
hora a hora
nem do infinito o amplexo desconheço
porquê?

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