segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Mais uma vez o Amor

O Amor nunca nos engana.
Nós é que por vezes nos enganamos ao querermos dar-lhe um sentido.
Mas o Amor é uma energia, uma das mais potentes do universo. Essa energia incorpora-se nas nossas dimensões mais densas e incendeia as regiões superiores do nosso ser. Se estivermos dispostos, o que pode ser uma condição inconsciente, os mitos incarnam, tomam posse de nós e consumam-se, por vezes de forma trágica. Outras vezes a energia do Amor lavra por nós como um incêndio no pico do Verão, projectando-nos para lá do tempo morto da vida dos homens presos ao quotidiano. E aí não se sabe para onde seremos projectados.

O Amor não tem apenas a via de Eros, esta dividida em várias vias, como a de Narciso, Eco e Édipo, entre outras. Há também as vias dionisíacas que deram origem a outras, derivadas do druidismo e dos cultos pagãos que foram perseguidos pela Igreja ao longo da Idade Média.
Todas essas vias, incluindo as que não se encontram aqui elencadas, podem emergir nos nossos relacionamentos. E todas elas pagam o seu tributo, mais ou menos pesado.
O Amor conduz à Sabedoria. Esta é uma das fontes de praticamente todas as correntes esotéricas.
Ao nível da vida quotidiana o Amor é vivido de acordo com um conjunto de arquétipos que não derivam duma vivência profunda do dramatismo psíquico. São dispositivos de contenção da energia amorosa, com vista a impedir a sua disseminação "poluída" ou deturpada na sua vibração de base. Como esses arquétipos são artificiais, ou artificiosos, acabam por cumprir mal essa função, acabando por destruir vidas, cerceando as possibilidades de expansão da mente dos que se envolvem nesse tipo de experiência.
Acho que a rotina e a anestesia que muitas vezes permeiam a vida quotidiana, são uma forma das mentes se protegerem, encerrando-se numa redoma que as protege de vibrações disruptivas.
Mas mesmo assim, em muitos casos, as coisas acabam por sair dos eixos.

Sem comentários: