Mordente

de galopes

e aladas cadências

a brisa

desta manhã tão possuível

desfaz-se em vagas de luz

por dentro

na eterna subtileza dos metais

sublimados em sensações sem verso

e tudo se despede

da obrigação de haver mundo

no estar a ser

pedra

árvore

nuvem

perfume

da obrigação de ser

e o mergulho

é uma ascensão

sem razão

sem agasalhos

ou querer

a criança eterna

que não nasceu

tange as cordas serpentinas da morte

e os deuses adormecem

nas águas cálidas

do esquecimento

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