quarta-feira, 17 de setembro de 2008



queria escrever-te
e quero ver-te
na escrita e na infância
que me trazes quando sorris
e quando sorrindo te esqueces
que eu existo
e com isso fico liberto
da minha necessidade de escrever-te
e de ver-te
e tudo é
no depois
tudo me sabe
e me parece distante e cravado de espinhos
de não estar à escuta
e assim perdido
sou tudo o que não há
e de mãos vazias não me sei
com a mesma certeza das flores
não me sei
e queria escrever-te
logo à tarde
quando esquecida de ti
te parecesse que eu nunca existi

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