terça-feira, 2 de setembro de 2008

Talvez não


As palavras de vidro de montra de shopping
e inverturas de querer
As fortunas dissipadas porque não?
As aberturas de noticiário da televisão
Crimes e castigos
Servidos ao jantar pela mesma mão
Que nada recusa e tudo rejeita
Talvez não
A cobardia
E a angústia de estar a perder
Que valem os homens
O que são as bocas agoirentas e as vidas
Sem razão?
O que são?
Gritos falhados
Campos imensos
De depressão e concentração de fomes e rejeição?
Talvez não!

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