segunda-feira, 8 de setembro de 2008

um Poeta ama
e quando ama
todo o universo se incendeia
e em cada verso se incendeia
o universo e em cada vírgula uma lágrima
se faz chama e a lágrima
chama por um nome que ninguém pode pronunciar
porque amar para o Poeta é pronunciar
o indizível requebro do ocaso
e do acaso e da plenitude no ocaso
das palavras e dos actos

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