um verso pode ser uma dália
uma rosa um jardim um poema
o rosto de mergulhar no chão
a pele o início a solução empírica
das velhas questões que contornam as pedras
para um poeta viver
não mais é que afinal
deixar que tudo se verta
sobre o papel de jornal rasgado
onde os dias parecem cheios e leves
desgraçáveis e rumorosos
prontos a embrulharem o que se leva
e andar com os pés molhados
sobre os medos e os penedos
à beira da queda
como quem nada procura
e se encontra sempre
onde há o que há

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