é assim que te vejo:
uma paisagem de mais
uma abertura em mim
rasgura de estar aceso
uma praia onde me perderia
para sempre
se perder-me pudesse ser
uma fuga para além
és então
uma miragem e um verso solto
uma viagem que faço
ao depois da procura
uma sede que me alucina
e me dá a presença rumorosa das águas
da memória do que não pode ser lavrado
com a continuação dos dias
resta-me o chão e o céu
e tudo o que não pode conter-se
no querer sim ou não
e guardo a fotografia que nunca te tirei
entre as coisas que me ficaram
da infância de antes de mim

Comentários

Sereia* disse…
Paulo,

que bela dediactória!
Que luz magnífica esta fotografia tem!!!

A "presença rumorosa das águas" é mesmo maravilhosa!
E se o que resta é "chão e céu" é porque vale a pena perder-se nessa paisagem!

:)

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