danço no espaço sem fim
que se abre dentro de mim
quando a brisa traz o mar
até à orla vibrátil da minha pele
ser sem limites
estar no reverso do assim
acordar no avesso de mim
e ser estrela e o mundo inteiro
febre do impossível
a minha sede de imprevisível é alada
rasga-me de dentro das tardes sem depois
todo o tempo desagua em cascata no chão de não ser
e perco-me envolto no espaço
esse manto de longes e separação
e sou o rei e o pastor
sou a plenitude e a desolação
até que tudo se abandone
ao amplexo de fogo que me consome

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