ferido pela treva que há no imo da luz
puríssima plena percuciente
espera ardente que não vem de dentro
nem se aquieta quando o fim se dá no avesso da escuta
o olhar cresta-se de febre de fermento e chegada
é na aurora dum verso que a vida se espraia
é na alvura de ter a impaciência das águas
no fragor das veias esculpidas a galopes de ir além
a vida é poema é música no depois é uma explosão
ter no chão um céu de pedras e sulcos de charrua
e o céu como chão onde as árvores de ser mais
vão beber a sede cantável que jorra do infinito

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