irrompe de dentro do dentro
da fundura proferida pelo o olhar erupção
o depois em estado elevado de prece e maravilha
o fogo que no peito de ser tudo
tudo incendeia e diviniza
sem princípio
luz do fim
aurora enxertada na tristeza
vai dar flores de antes de tudo
quando a Primavera vier sem cessar
as flores prometidas
com pétalas de vento
um caule de esquecimento e gratidão
e fundas raízes
fundas
ávidas e perenes
a fazer do chão uma espera que se abre em caminho
e perdição

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