os sons da partida são
o silêncio rasgado pela solidão
a agrura de ter que ser
as rochas cravadas no peito dos dias
são a brisa de haver um porto e largada
as amarras de chofre nas águas de além
o abrir das velas e o calar das preces
são o já não haver chão com distâncias medidas
os dias mergulhados na treva de querer
são qualquer que seja a plenitude
qualquer que seja a maravilha
tudo trocar por um punhado de versos
tudo são a vertingem de ter sonhos
em vez de coisas que se guardem para amanhã
e parece haver um eco da distância
um eco de cristal e gumes acesos
não importa

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