pleno em tudo




na sorte na violeta encarnada na dança dos penedos
nem morte nem lei nem os cardos que sobram depois do vento
o mar por vezes é luciferido e guarda as promessas d'além
voz que a tudo encerra na planura aquosa do grito
ondulações de mais são estrelas derradeiras no interior do chão
vêm e suspensas no fio da indiferença secretam a lonjura rasgável no peito
a ânsia navegável de ser com a aurora
há no depois um vácuo de claridão que alucina e incendeia as sedes
nem as agruras de ter os olhos cravados no que se eleva ao longe
os pássaros de haver o que a bruma envolve e resgata do aqui
acordada consciência de ser um gume
nem isso é um resgate uma perdição anunciada na ondulação das ervas
uma chama azul uma prece afogada no ermo é translúcida a anunciação do que não vem

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