origem




parto
tudo em todo à luz dado
rio de esperança
sempre pela primeira vez
homem
e alado companheiro das estrelas enfunadas
na placidez desarmada do firmamento
são rastros de não ter as veias imunes à deflagração das flores
são sempre rasgáveis as tristezas e os enganos
fauno
agreste rumo ao infinito e do aqui faço uma pira
onde ardem as promessas e os indícios de plenitude
o querer é um degredo

Comentários

Sereia* disse…
Paulo,

faz tempo que não deixo palavras por aqui...

Mais do que as palavras, parece-me reconhecer a Adraga.
Pode ser erro meu... Mas reconheço a minha paz.

E se, um dia, eu fosse ou fui praia neste Universo, seria esta!

Plenitude (no post anterior) e Origem (neste post) é mesmo isso que sinto lá, aí. É mesmo isso que sou cá dentro, sempre que toco esse lugar. Para mim, Sagrado, porque dele advém essa Plenitude e essa Origem.

Há poucos lugares que me digam tanto e me façam calar assim. Porque não é só silêncio que a Adraga me tráz e me diz, quando me calo.

Obrigada, mais uma vez.
Não sei por que razão sempre agradeço. Não sei*

Mensagens populares