sábado, 13 de dezembro de 2008

sol enluarado




quando o sol em lua se transmuta
a quintessência dos metais revelada na brisa da tarde
evasnescência do mundo que arde e ardendo se transcende
e se abre aos olhos luciferinos que do pranto
secretam o manto que redime a aparência das coisas
e as projecta em sonho e maravilha na ausência fulgurante
e resta o amplexo do amante cerrado sobre a espuma fria e calma
cavalga sobre o mar o corcel da alma
que se evade de si e se alucina
e do alto das vagas contempla o que não há
e a noite virá princípio e fim em absolução
e o infinito cabe no coração que se abre
em flor de desespero e inquietação

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