sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

cerração



lá não há um aqui
todas as dimensões do espaço
abrem para dentro
desabrocham numa luz que se expande
impossuível a permanência dos penedos
a inconstância em reverso mergulho abissal do que é mais
abandono quietação fugidia intempestiva dormência
as árvores são lembranças que do céu trazem a melancolia dos desgarrados
que no voo se descompassam do sonho que os eleva
a voz seminal bocejo longínquo lume gélido que petrifica a escuta
um cristal de sedes incumpridas
a perdição dos que se adentram nas preces terminais
a vegetal exuberância de vir para além

1 comentário:

Sereia* disse...

estes troncos e este verde e estas pedras... o espaço desenhado em ondas de verde.
as ondas das trepadeiras e das eras vêm e vão... banham os troncos das árvores e rebentam nas pedras redondas de tanta humidade.

Há penedos e há musgo e o embrenhado das árvores serrado*