Romeu e Julieta (perdidos nos sonhos assépticos dos pós-modernos)



digo-te
e salto-me para além
no voo de pássaro de não me querer consumação
das horas voláteis rasgadas de vento e preces de rojo
rasgar o céu
decepar uma a uma as estrelas da lonjura
queimar as asas do espanto
incendiar a alba que vem do fundo
que resta na largueza do chão?

o esquecimento
da tua janela de pranto exterior
envolve-me na noite eterna do olvido

nem visto
nem escutado
nem lembrado mesmo que ao de leve

e que o amor seja um mar
um dilúvio de suave soltura
libertas de mim sejam as flores flores

um sorriso no aberto
uma espuma de deus e maravilha

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