alma na tarde




na tarde alma-se o sentido
das coisas seres inundáveis pela noite
o insondável abismo a tristeza perene dos deuses
os anjos da aurora cobrem-se de sedes esquecidas
os seus mantos purpurinos do frio os resguardam
venha o esquecimento no reverso da treva
salutar o vento
o perfume do alecrim molhado
o ar límpido revestido dos rumores do recolhimento dos pássaros
tudo me enleva e me suspende
sobre o abismo de ser errante

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