calatura


será demasiado tarde
para degolar o canto
no interior luciferino do grito
uma ausência que arde
na tarde perene
uma canção violácea
granito percutido pela língua
plena de além
desfeita por tudo
a mordência de dizer o pleno
errante demência

Comentários

Sereia* disse…
É, Paulo

Neste momento, tenho prestado muita atenção ao silêncio. A palavra em si mesma e a sua confirmação dentro e fora de mim.

O silêncio tem sido o meu companheiro util e merecido, ultimamente. Dele me sirvo e a ele recorro diariamente :)

E esta foto, Paulo!!!
esta ADRAGA, meu deus!!!
É mesmo Sagrado este lugar, acredito nisso com todas as minhas forças*

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