domingo, 1 de fevereiro de 2009

casa - sonho em suspensão



viver líquido o olhar crestado pelas vésperas
a aguarela do devir ainda húmida e navegável com os dedos
as minhas mãos são carvão depois da agonia vegetal do desenlace
tenho todas as praias rasgadas nas pálpebras da alma anoitecida
e a vida corre suspensa do abismo de ser escuta e alucinação
e resta a casa de onde sou do lado de fora o habitante impossível
esse fechamento que dará sossego aos que não se avizinham da partida

1 comentário:

Sereia* disse...

a casa!
era esta casa!

foi sobre ele que falamos no início :) eu lembro-me dela, gosto dela.

A foto fico muito gira*

Dela imagino a vista linda para o mar e o horizonte todos os dias ao alcance de uma mão estendida. Para quem, como nós - como tu - está de fora... a imaginação leva-nos bem longe, sem saír do lugar e sem lá entrar, ao mesmo tempo.

:)

Beijinhos, Paulo*