fluxo




colapsam as horas no dentro sem depois
brancas e esguias desaparecem no profundo
e com elas as recordações a alvenaria dos desejos
antes do naufrágio tudo é com a mesma solidez
o mundo tem uma couraça de pranto
dentro não habita quem se condoa
vazio e vagas cintilações do sem nome
incólume sempre
na ilusão de que sofre e se esmaga sob o peso da ausência
imperioso é amar
deixar-se arder no fogo azul da eternidade

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