rumo à luz


contemplo o fim da luz
o rebordo do depois
a alada promessa de ter sido
e quero-me para além do pranto
sob o mar de lume em que vejo a impermanência da habituação ao som
e fecho a caixa de ressonância de estar no fundo do mar
olhos em concha resguardados das águas salinas
cristalinas promessas de esquecimento
as mãos no reverso da concretude
agarram as crinas do tempo
que no fundo é mais cavalgável que à superfície

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