domingo, 8 de fevereiro de 2009

hemorragia transcendental




sangrei-te das veias do tempo soturno
vegetal opacidade de múltiplas eras entranhadas
nos caminhos e nas paisagens secretadas na solidão
aquífera límpida emergência do sentido
hoje a incomburência da seiva das oliveiras
o perfume da permanência o fruto que arderá nas candeias
de me saber no seio da noite
escorre para o mar a memória do sol mais brilhante
que já vi em olhos de estar aceso
e dentro a sombra cresce
o vazio da ausência e do esquecimento
e o mundo é um manto
que pesa cada vez mais sobre a consciência
da eternidade

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