mon(s)tra-se


um rosto
a gosto o mosto das vinhas de dentro
infernia no Agosto de sempre
a infância oclusa aparição parência não proferida
a patência das oliveiras e das preces de fumo e acesos acenos
obscena investidura num si no aqui exposto à consumação dos segredos
é sem enredo a dramática encenação
é todo o mundo e todo o tempo que transparecem
na velação do que se investe
todas as paisagens
todos os muros
as hemorragias da nostálgica partenogénese do Íntimo
tudo
na luz ofuscante do querer-se dar a ver
é um manto e uma nudez sem desejo ou desocultação

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