segunda-feira, 18 de maio de 2009

na janela de Julieta o sorriso umbroso de Ofélia



para dentro da tua janela vejo
o reverso da cegueira com que me revisto de escuridade
o céu habita o dentro da saciedade
de antes de teres nascido
a imensidade sempre fora do querer
a calamitosa ondulação das águas
a semear inquietação nos recantos desolados do silêncio
o frio de lâminas ausentes feito
crava-me no peito a ausência do fundo
nem voz nem fechamento no significado da escuta
apenas a consumação inicial do depois

1 comentário:

Sereia* disse...

fotografia magnífica, Paulo!

Eu ando sempre À procura destas janelas que dão para o céu*