o Sol em sol




na luz
o azeite das noites de espera de chama suave
derrama-se doirado de ontem
e as coisas ganham a suavidade dos testemunhos irrepreensíveis
tudo o que sou é um ícone da alma em que fui chama
só quero o esquecimento e a alvura do sem nome
a frescura umbrosa do silêncio
a patente dissolução das evidências
é uma oração de sílabas agrestes
a ruminância da terra na absolução do estio
agora que nada tenho
o mundo é um campo aberto
um ponto de partida

Comentários

Sereia* disse…
De regresso depois de viagens de vida... venho deixar um sorriso :)

só porque não me esqueço dos amigos, mesmo longe*

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