sábado, 3 de julho de 2010

buraco negro














A luz

Gume parturiente

Florescer é uma imponderabilidade

Que acomete um ser inteiro

Da verdade que há em não existir plenamente

A não ser como uma instância que se dirige ao esquecimento

E que entretanto se consuma

Irradiando beleza

O ser a mergulhar no nada

O nada a impedir-se de ser

A fulgurância de não ter sido

A luz

É uma escuridão invertida

E do âmago da treva

Só o silêncio amálgama de todas as vozes

Reverbera

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