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todos os caminhos
se desenham no ermo da perdição
passo a passo
o oriente interno arde em fogos cada vez mais inclementes
a solidão aberta ao sem horizonte
que há depois da vida
ferida eterna a saudade é uma partida sem rumo
que fermenta no chão um mar de serpentes
nada mais interessa na terra dos desistentes
a entrega à imensidade
a loucura da recusa da egolatria
fátuas aparições
fulgores de morte adormecida
tudo isso é dispensável

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