anjo




Se voares
tudo não voa contigo
para que voar seja a tua amálgama de tudo
a tentar conquistar o sol
e a treva que dardeja do interior do mundo de fora
promete-te
a frescura das ervas à sombra da elevação estival
da música de depois nos interstícios do canto das cigarras
e na queda
as asas do anjo
rasgarão as dimensões sem nome
de seres o gume e a carne em flor
e outra vez de novo
a verdade é espuma e vento
ossatura de não estares aqui

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