vacuidade





não há o vazio
porque já aí há forma
o informe também não há
só o querer alcançá-lo
que constrange 
a fonte é sempre deturpada pela sede
quando esta não é encarada como um jorro
e os pés 
a pele
os braços 
as mãos tão ávidas de realidade
os olhos tão repassados de imagens e alucinações
não se fazem ao Caminho
são feitos pelo Caminho
e não para ele
há neste vestir da vida a cada gesto
a cada pulsar cardíaco 
uma convocação
e uma fuga
o universo todo é um rasgar
o que se evade
talvez não queira saber de si
quem sabe...

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